Branca Gonzaga: pinturas do corpo social brasileiro
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Resumen
Desde 2017, a artista brasileira Branca Gonzaga expõe e vende suas pinturas na Avenida Paulista, a icônica via de São Paulo que se torna acessível aos pedestres todos os domingos. Esse espaço público, transformado em um eixo cênico efêmero e popular, oferece à artista a oportunidade de apresentar seu trabalho a um público diversificado em frente de uma importante instituição judicial. Em suas telas, a artista recorre a representações relativamente antropométricas de corpos, bem como às funções icônicas da escrita, para materializar vidas assombradas (Murphy, 2006; Eribon, 2010) por representações de gênero e discriminação sexual e racial. Minha interpretação da experiência artística de Branca Gonzaga se baseia em estudos queer para caracterizar a maneira como a artista explora a porosidade do corpo humano e o impacto da socialização (Darmon, 2010). Usando o conceito de arte de rua como montagem, de Pennycook (2022), considero as relações dinâmicas entre semiótica, cidades, domínios públicos, política, economia e arte. Dessa forma, sugiro uma leitura crítica do trabalho da artista, proporcionando uma melhor compreensão das questões envolvidas na representação artística no contexto brasileiro.
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